2 de junho de 2023

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Ibovespa descola do exterior e recua 0,22%, com mineradoras e siderúrgicas em queda; dólar cai 0,18%

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Perspectiva de recessão continua a pesar sobre peso de commodities metálicas e derruba índice brasileiro, a despeito de alta do petróleo

O Ibovespa fechou em queda de 0,22% nesta quarta-feira (14), aos110.546 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira descolou do que foi visto nos Estados Unidos, onde os benchmarks fecharam no verde, por conta, principalmente, da performance das companhias do setor de siderurgia e mineração.

Em Nova York, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram, respectivamente, 0,10%, 0,34% e 0,74%, se recuperando das fortes quedas da véspera.

“Dia de calma após a queda forte de ontem, que se deu por conta da surpresa negativa com dados da inflação americana, o CPI”, afirma Felipe Moura, analista de investimentos da Finacap. “A inflação nos EUA acima do esperado jogou um balde de água fria no mercado, porque parte dos investidores projetava um cenário de que a inflação já tinha chegado no topo. O dado de ontem mostrou que ainda há um trabalho a ser feito pelo Federal Reserve, que deve acelerar a alta dos juros”.

Segundo o especialista, os dados da inflação ao produtor americano, com queda de 0,1%, divulgados hoje mais cedo, ajudaram a acalmar os investidores, por virem dentro do consenso.

“Naturalmente, porém, volta-se à especulação de que teremos um pouso forçado. É muito difícil arrefecer a inflação de uma economia do tamanho da americana sem uma sequela na atividade econômica. Com isso, os papéis mais afetados hoje, naturalmente, foram os das empresas atreladas a commodities, uma vez que com recessão há menor demanda desses produtos”, explica Moura.

Entre as maiores quedas por peso do Ibovespa, ficaram as ações ordinárias da CSN (CSNA3), com menos 3,91%, e as da Vale (VALE3), com menos 1,83%. As preferenciais série a da Usiminas (USIM5) caíram 3,17%.

“Hoje o destaque do dia foi a fraqueza do setor de materiais básicos, principalmente os de siderurgia e mineração. Petróleo performa bem, porém, por conta da restrição de oferta da commodity”, acrescenta Luiz Adriano Martinez, portfólio manager da Kilima Asset.

Enquanto o preço do minério de ferro recuou 0,69%, a US$ 104,02 a tonelada, no porto de Dalian, na China, o petróleo Brent avançou 1,19%, a US$ 94,28 o barril – as ações ordinárias da 3R Petroleum ([atiov=RRRP3]) e da PetroRio (PRIO3) subiram, respectivamente, 3,72% e 5,11%.

Após a forte alta da véspera, hoje o dólar e a curva de juros ficaram mais próximos da estabilidade. A moeda americana perdeu 0,18% frente à brasileira, a R$ 5,178 na compra e na venda. Na ponta curta, os DIs para 2023 e 2025 perderam, ambos, um ponto-base, a 13,75% e 11,89%. No meio da curva, o DI para 2027 ganhou três pontos, indo a 11,58%. Na ponta longa, os contratos para 2029 e 2031 ganharam, os dois, quatro pontos, a 11,70% e 11,79%.

“Estamos em cenário de volatilidade muito grande, que vai além do CPI. Momento de aversão a risco faz com que pessoas tendam a ir para ativos mais conservadores de menos risco”, destaca Rodrigo Cohen, analista e co-fundador da Escola de Investimentos. “Na semana que vem, temos mais uma reunião do Copom. O mercado agora está bem dividido entre não subir e subir 0,25%”.

Entre as maiores altas do Ibovespa por peso, ficaram também as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3;PETR4), com mais 1,23% e 1,53%. Entre as altas percentuais, destaque para as ordinárias da Petz (PETZ3), que avançaram 6,53%, e para as da Cogna (COGN3), com ganhos de 4,03%.

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